Mix de historinhas regionais:

  • Um candidato em Sergipe, que adorava usar metáforas, tentou comparar sua campanha a uma viagem de ônibus. “Vamos embarcar no ônibus da esperança e seguir em frente com fé”. O problema é que, na filmagem, esqueceram de tirar a placa do ônibus, que estava com o letreiro “FIM DE LINHA”. A oposição agradeceu.
  • Na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, o candidato fez panfletos com a seguinte frase: “Prometo lutar pela construção de um viaduto no lugar onde o povo mais precisa, nem que seja por cima do meu cadáver”.
  • Outro candidato, de São Paulo, escreveu num santinho: “Vote em mim para vereador. Se eleito for, colocarei o município nos trilhos e o povo nos eixos!”.
  • Um panfleto em Natal trazia o seguinte bordão: “O candidato da competência, da força, da coragem e da decência. Custe o que custar, seja como for, este ano vamos votar com amor!”.
  • Em campanha majoritária no interior do Nordeste, um marqueteiro criou o jingle: Vota, minha gente, vota consciente / Vota com fé no coração / Vota no homem, vota no forte / Vota no macho, vota no Norte. Ao ouvir o jingle pela primeira vez, o candidato, que era do sul do estado, esbravejou: “Você tá doido? Vai mandar o eleitor votar no meu adversário?”.
  • Certa vez, o candidato de um partido de esquerda do interior do Rio Grande do Sul telefonou para um marqueteiro do Recife, pedindo ajuda na campanha. A cidade tinha apenas dois Candidatos – ele e o adversário. A militância estava animada. O marqueteiro viajou e chegou à cidade em dia de comício. No palanque, ao olhar para o público, não viu ninguém. O povo todo estava no palanque. Uma multidão de dez pessoas. O candidato justificou: “O povo do comício é o nosso povo. O resto vota nele”.
  • Um jingle de campanha dizia: “Ele é pequeno no tamanho, mas é grande na coragem.” Como o candidato era realmente de pequena estatura, a campanha teve que mudar a letra, por gerar chacotas.
  • Do Ceará, uma historinha que parece absurda, mas é verdadeira. Deixamos de dar os nomes para evitar constrangimentos às famílias. Um ex-prefeito de Aracati, cidade litorânea, em comício animado, gritou no palanque: “Meu povo e minha pova. Vou ser reeleito prefeito de Aracati com minha fé e as fezes de vocês”.

A coluna de hoje analisa aspectos e impactos que cercam o atentado contra o ex-presidente Donald Trump.

Abro a coluna com a sensação de que o planeta roda velozmente e a gente estancou de repente...Chico, em Paris, deve estar sentindo isso... 

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