O Brasil está à procura de um herói. Mas o herói procurado não é aquele capaz de operar milagres, um São Jorge de espadas, disposto a matar os dragões da maldade. Quem vestiu esse manto, em tempos idos, acabou sendo eleito presidente da República, mas foi tragado pelo tufão social, que puxou seu impeachment, a partir de uma maré de denúncias e escândalos trombeteados pela mídia.

No processo eleitoral em curso, o fenômeno que chama a atenção é a posição nas pesquisas do empresário-coach-influenciador- Pablo Marçal. Está na ponta das pesquisas em São Paulo, podendo vir a ser o próximo alcaide na prefeitura da maior metrópole do país e, como ele já adiantou em entrevistas, ambiciona sentar-se na cadeira presidencial no pleito de 2026.

Os governantes não gostam de ver seus retratos em preto e branco. Só a cores. Alguns até olham para o espelho, como a madrasta da Branca de Neve, e fazem a pergunta: “espelho, espelho meu, há alguém mais competente do que eu”?

      Joe Biden, nos EUA, tem dito e repetido que Donald Trump é um mentiroso contumaz. E o republicano, agora com uma bandagem branca sobre uma orelha, torna-se favorito ao pleito de novembro, graças ao atentado de que foi vítima. Produziu uma foto icônica, punho erguido, sangue escorrendo da orelha para as bochechas, com a estética que o insere no altar dos heróis, reforçada pelo grito: “lutem, lutem, lutem”.

O tema está na ordem do dia. Deve haver um limite de idade para alguém poder pleitear o cargo de presidente da República? A maioria dos norte-americanos, 78% da população, acha que sim. A polêmica se dá em torno dos traços de senilidade apresentados pelo presidente Joe Biden, por ocasião do debate entre ele e o adversário republicano, Donald Trump, promovido pela CNN, dias atrás.

Uma lembrança.

Clístenes foi o legislador de Atenas, que introduziu um pacote de reformas consideradas fundamentais para o nascimento da democracia. Democracia: demo, povo, e kratos, poder soberano. O poder soberano ao povo. Isso em 514. a.C. De lá para cá, a participação popular na política se consolidou, a ponto de, hoje, ser um divisor de água entre as Nações, aquelass assentadas nos direitos dos cidadãos, e as que fincam suas estacas no terreno pantanoso das ditaduras, sob a mão de ferro de déspotas e sanguinários.

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