A questão é instigante: para onde se encaminhará o planeta nos próximos tempos? Que fenômenos balizarão seus rumos? Que entidades e valores permearão os sistemas políticos? Afinal, quais são os contornos e os eixos de uma Nova Ordem Mundial que começa a ganhar feição, a partir dos movimentos, formas de operação nos processos administrativos das Nações e no próprio sistema político?

Tempos de mediocridade. Tempos de ganância. Tempos de barbárie.

Abro o verbo falando sobre a verba: se alguém gasta mais do que possui, mais do que ganha, acabará na rua da amargura, acumulando dívidas. Esse é um princípio elementar da economia, que vale para as pessoas ou para os governos. No caso de governo, o nome com que se designa este resultado financeiro negativo tem o nome de déficit primário. Os economistas ensinam: isso ocorre quando a máquina pública gasta mais do que arrecada, levando o governo a emitir títulos, aumentar a dívida pública e pegar um “dinheirão emprestado” para equilibrar as contas.

O Brasil continua sendo um país corrupto. O que todos sabem. A novidade é que acaba de ganhar o registro de pior desempenho no ranking sobre a corrupção, em 2024. A escalação é feita no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, de acordo com relatório divulgado esta semana. Atingiu a menor nota (34 pontos de 100) e uma péssima colocação  (107ª. posição entre 180 países) na série do levantamento iniciada em 2012.

As imagens dos Governos são extensões da identidade de governantes e retratam a cara de seu tempo. O trabalhismo era a fotografia de Getúlio. O desenvolvimentismo tinha as feições simpáticas e sorridentes de JK. O janguismo assumia os contornos do esquerdismo oportunista de João Goulart. O janismo juntava regrismo autoritário com independência, a marca de Jânio.

Não pensem que este escriba perdeu as estribeiras. Mas o mundo vive um estado de guerra. A afirmação leva em consideração não apenas as guerras que se travam na arena das mortes, entre elas, o duelo de Rússia e Ucrânia, de Israel versus Palestinos ou os conflitos entre Azerbaijão e Armênia. Abriga as batalhas de bastidores, que se operam por meio de estratégias indiretas, ferramentas já usadas no passado e que se mostram eficientes para equilibrar o sistema de forças do planeta. Afinal, não interessa a Xi Jinping, a Putin ou a Trump destruir fisicamente seus adversários com armas que devastariam a vida no planeta.

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