A eleição de 2018 marcou um dos momentos mais impactantes da nossa política recente: a ascensão de um discurso conservador que galvanizou milhões de eleitores e rompeu a hegemonia progressista. Hoje, com aquele protagonista central fora do jogo eleitoral por condenações judiciais, mas ainda exercendo influência, o campo da direita busca novas lideranças para manter seu espaço. Do outro lado, a esquerda tenta consolidar a retomada do poder, enquanto o centro procura afirmar uma identidade capaz de se contrapor ao cansaço da polarização.
Por décadas, a estratificação de classes no Brasil foi tradicionalmente representada por uma pirâmide social – ou triângulo – indicando a enorme desigualdade existente. Essa metáfora refletia uma realidade em que uma minoria concentrava renda no topo (classes A e B) e a vasta maioria de baixa renda compunha a base larga da sociedade. No início dos 2000, cerca de dois terços da população brasileira encontravam-se nas classes D e E, as faixas de menor renda. Em contrapartida, as classes de maior renda (A/B) continuaram a representar parcela pequena da sociedade.
Tem sido consenso, entre os analistas políticos, que o país atravessa um dos piores momentos de sua vida parlamentar. O articulista Merval Pereira, de O Globo, é duro na crítica: “o Congresso bate o recorde de ações amorais”.
No dia 10 de setembro passado, o influenciador conservador norte-americano Charlie Kirk foi assassinado a tiros enquanto discursava em uma universidade de Utah. Fundador da organização Turning Point USA, Kirk era um dos nomes mais influentes entre jovens conservadores dos Estados Unidos. Seu assassinato foi classificado pelas autoridades como crime político, gerando repercussão imediata: de um lado, aliados inflamaram sua imagem de mártir; de outro, surgiram apelos por moderação no discurso.
Os horizontes de 2026 começam a tomar forma no País. Lula e Tarcísio surgem como os dois contendores mais viáveis para vencer o pleito eleitoral de outubro. Qual dos dois teria melhores condições de subir a rampa do Planalto? Lula, se a economia estiver bombando; Tarcísio, se mantiver o discurso moderado e mostrar resultados de peso na alavancagem da infraestrutura do Estado de São Paulo. Bolsonaro é carta fora do baralho.
O que Milei, Lula, o falecido ditador de Uganda, Idin Amin Dada e o Caudilho da Espanha, Francisco Franco, têm em comum? Pois é, um governante da direta, outro da esquerda, um dos mais sanguinários ditadores da história e o ex-mandachuva espanhol têm um encontro marcado na porta do céu. Os quatro, em seu tempo de governança, consideram-se(consideravam-se) enviados de Deus para “salvar” seus países.
Jornalista, consultor de marketing institucional e político, consultor de comunicação organizacional, doutor, livre-docente, professor titular, professor emérito da Universidade de São Paulo e diretor-presidente da GT Marketing e Comunicação.
Há dias em que um país parece caber numa fila. Gente de diferentes idades e profissões aguarda a vez de realizar um gesto simples: escolher quem deverá governá-la. Neste domingo, 25 de outubro, o Bras...