O mundo atravessa um dos momentos mais críticos de sua história recente. Guerras regionais persistentes, polarização extrema entre países, enfraquecimento das democracias, banalização da violência e a volta explícita da lei do mais forte no cenário internacional compõem um quadro inquietante. A invasão de territórios soberanos por potências militares, sob pretextos estratégicos ou ideológicos, recoloca a humanidade em um ciclo que se imaginava superado após as tragédias do século XX.
Poucos líderes políticos contemporâneos exerceram influência tão profunda — e controversa — sobre o ecossistema global da informação quanto Donald Trump. A hipótese de que ele possa ser considerado o maior desinformador do planeta não se apoia em mero juízo retórico ou antipatia ideológica, mas em práticas recorrentes, estratégias deliberadas e efeitos mensuráveis sobre a opinião pública, as instituições democráticas e a própria noção de verdade factual.
A política costuma ser explicada por ideologias, discursos e estratégias partidárias. Mas, no fundo, o voto nasce em um território mais primário e menos sofisticado: o dos instintos humanos. A psicologia ajuda a compreender por que, em períodos de crise ou bonança, o comportamento do eleitor muda radicalmente. Antes de ser militante ou ideológico, o eleitor é um ser que precisa sobreviver.
Há um Nordeste que não cabe no mapa. Ele se espalha pelo mundo como vento quente, atravessa oceanos, entra em bibliotecas, palcos, salas de aula, redações e estúdios de gravação. É o Nordeste que pensa, canta, escreve, pinta e resiste. Um Nordeste feito de verbo, ritmo e memória.
Leio na Folha de São Paulo (19/01/2026): “Discurso de ódio contra nordestinos cresceu 821% na eleição de 2022”.
É de pasmar — e de alarmar — o crescimento do discurso de ódio dirigido aos nordestinos no Brasil. Estudo citado pela Folha e desenvolvido pelo grupo Interfaces, da Universidade Federal de São Carlos, revela que esse tipo de discurso teve extraordinário crescimento em 2022, sobretudo em ambientes digitais frequentados por segmentos das elites econômicas e culturais. Imaginava-se que tal preconceito estivesse sepultado pela história. A realidade mostra o contrário: ele está vivo, organizado e vocal.
Sempre que um presidente dos Estados Unidos decide agir de forma agressiva na política externa, surge a mesma pergunta na América Latina: "Isso vai respingar na nossa política?". No caso de Donald Trump, a dúvida ganha força porque ele costuma tratar assuntos externos como parte da disputa interna dele — e porque sabe usar conflitos como arma de comunicação.
Jornalista, consultor de marketing institucional e político, consultor de comunicação organizacional, doutor, livre-docente, professor titular, professor emérito da Universidade de São Paulo e diretor-presidente da GT Marketing e Comunicação.
Há dias em que um país parece caber numa fila. Gente de diferentes idades e profissões aguarda a vez de realizar um gesto simples: escolher quem deverá governá-la. Neste domingo, 25 de outubro, o Bras...